Um Guerreiro da Luz

Um grande guerreiro da luz sabe a hora certa de recuar e a hora certa de agir, tem a consciência de que o universo precisa pulsar, ir e voltar, que não pode haver estagnação, que todas as experiências são evolutivas e, portanto, necessitam ser vivenciadas; é como se a floresta precisasse da tempestade para se tornar mais bela, entretanto, não poderia deixar-se prender a ela, pois sua continuidade seria destrutiva, apesar de ser também evolutiva, de certa maneira. A questão é prender-se à experiência ou prender-se a tempestade. Existem espíritos que estão presos as mesmas experiências há milênios, é como, por exemplo, se alguém, um dia, iniciasse uma procura e começasse cavar um buraco na terra à procura de respostas, e, após cavar por vários anos, conclui-se que nada achou, por conseguinte, decidisse tapar o buraco e começar a cavar outro. Outrossim, ficasse com medo de cavar um buraco novo e resolvesse a cavar novamente o buraco antigo, por temer a surpresa do novo, pela comodidade ou segurança de já conhecer o antigo, e, conseqüentemente, ficasse repetindo esta manobra por anos e anos até decidir, finalmente, por cavar em terra desconhecida. Este exemplo ilustra claramente a infinita misericórdia do Pai, que sempre irá nos dar outra chance de evolução, mesmo que para isto, fosse preciso viver por várias vidas, pois a energia que o pai nos dá para começarmos a cavar o primeiro buraco, sempre estará a nossa disposição, basta pedirmos. Evoluir significa enxergarmos quem está abaixo de nós e ajudarmos para que nos alcance. É isso que Deus esta fazendo neste momento, ou seja, o Pai quer que nos tornemos mais perfeitos a cada momento, mais perfeitos a cada instante vivido a partir da nossa criação. Evoluir significa enxergarmos o que esta acima de nós e respeitarmos humildemente seus ensinamentos. É aprender com aqueles que já conhecem o caminho das pedras... Evoluir significa ver o que está a nossa volta com os olhos do coração, afinal, o que verdadeiramente está nos rodeando foi feito para não ser visto, e sim para ser sentido. O que vemos e tocamos é pura ilusão, a realidade é o que sentimos, o sentir é que nos leva ao Pai divino. Vejamos bem! Suponhamos que um indivíduo qualquer fosse, neste momento , uma uva, de repente tornasse o cacho da uva, na seqüência, o pé da uva, em seguida, a terra que fornecera os nutrientes para a parreira, e, finalmente todo planeta terra. Se, por uma fatalidade, subitamente, todo planeta sumisse, perecesse...O que restaria? A consciência é o que restaria, o sentir daquele indivíduo é o que restaria. Isso é a realidade.! Afinal o ambiente em que vivemos nada mais é do que um palco criado por Deus para vivenciarmos experiências e evoluirmos com elas no sentido de seguirmos rumo ao Criador, seguirmos rumo a luz, luz esta que se tornará cada vez mais perfeita, na medida em que é alimentada por cada experiência única, vivida por cada indivíduo único, único em todo o universo. Deus é o alvo, nós somos a flecha. Deus também é a flecha, Deus, então, disparou a flecha em direção ao alvo. Desta forma, não tem como ele errar o alvo, afinal ele é o alvo, ele é a flecha e também é o atirador. Deus disparou uma fecha perfeita que continha a perfeição divina, em sua trajetória, a flecha foi adquirido mais experiência, mais emoções; Seu objetivo, durante aquela trajetória, é levar ao alvo, que já é perfeito, mais alguma forma de perfeição, para que ambos tornem-se ainda mais perfeitos, o alvo e a flecha que o atingiu. Esta é a missão ambos: tornar a luz perfeita, mais perfeita. Digo-lhes, meus queridos, Deus precisa de nossa experiência para se tornar mais perfeito; Deus, em sua infinita perfeição, jamais se sentaria em um trono e ficaria deslumbrando sua própria perfeição; Deus sempre estará aberto para se tornar mais perfeito. Se ele se estagnasse em sua perfeição, já não seria mais tão perfeito. Evolução é mais simples do que qualquer um possa imaginar. Metaforicamente falando, a alma seria um círculo de metal, um círculo grande, um círculo cujo centro possui uma pequena perfuração e cor prateada. Deus a criou assim; para ser um círculo com perfuração ao centro, e perfeita para ele.! Deus, em sua infinita sabedoria, concede determinado espaço de liberdade a este círculo, espaço este com certos ingredientes, os quais podem, de certa forma, modificar esse espírito, porém jamais alterar a sua perfeição, no máximo acrescentariam àquela perfeição algo já perfeito, tornando o perfeito ainda mais perfeito. Os ingredientes acima citados são as experiências humanas que já falamos e vamos continuar falando; Não são negativas nem positivas, são evolutivas, diferem, portando, das ações que nos levam ao prazer ou a dor. Na prática, quando nos defrontarmos com uma experiência evolutiva não prazerosa, basta localizarmos qual emoção está ali para ser sentida e senti-la por inteiro, desta forma, ela nunca mais se repetirá em nossa existência como espirito. Mas o espirito tem medo de ser mudado; quer continuar da forma que foi feito, perfeito. Na verdade, em seu íntimo existe receio de novas experiências; daí ele se fecha. Por medo, desenvolve "couraças protetoras", escudo em forma de ódio, mágoa, egoísmo, culpa, fama, glória, poder... Entretanto, tais manifestações não são negatividades, são formas que o espirito adotou para proteger a sua luz por teme o novo. Então, certamente, o atento leitor questionará: como uma parte divina perfeita pode sentir medo? Na verdade, o medo é necessário para a proteção desta alma, pois cada instante da experiência humana trata-se de experiência nova, inclusive para Deus, pois se Ele paralisasse em sua perfeição, já não seria tão perfeito, tudo deve pulsar em busca do novo. Nem mesmo Deus sabe o que o ser humano fará no minuto seguinte, lógico que temos sua proteção e seu amor, mas, com certeza, estamos vivendo a todo instante uma experiência, uma nova emoção evolutiva para tornar Deus mais perfeito e tornar nossa alma mais perfeita; tudo em perfeita comunhão evolutiva e infinita. Não teria lógica alguma se Deus tivesse a certeza da totalidade de nossas experiências, não seria evolutivo para ninguém. Lógico que Deus tem o controle, mas não tem a programação, isto cabe a nós que estamos co-criando um desejo evolutivo do Pai, e, por conseqüência, um desejo evolutivo coletivo. Afinal fomos feitos, um dia, sua imagem e semelhança. Diante de tais evidências, podemos concluir que Deus também é um enorme círculo perfeito com uma perfuração no centro, sendo esta perfuração a abertura de Deus para se tornar mais perfeito; é aí nesta perfuração que entra a nossa experiência humana. Se fosse diferente, não haveria sentido algum para a experiência humana, pois todo poder de Deus ficaria em "cheque mate" com uma única pergunta: "Se Deus é perfeito, por que ele me fez imperfeito?" Analisando por este ponto de vista, podemos concluir que Deus nos fez perfeitos exatamente como ele, e nos deu a missão de nos tornarmos mais perfeitos, para que Deus fique ainda mais perfeito. Como dissemos, a alma é um círculo perfeito e prateado com uma perfuração ao centro. Estas perfurações são as experiências novas a serem vividas pelo espirito, quando estas experiências forem vivenciadas, e, principalmente sentidas pelo espirito, a perfuração ao centro vai ficando cada vez menor. Quanto menor esta perfuração ao centro, mais evoluído estará o espirito, mais perfeições ele doou a Deus; quanto maior for sua oferenda ao Pai, maiores serão seus merecimentos suas recompensas. Resumidamente, a função do espirito é viver novas experiências, sentir novas emoções perfeitas e devolver ao Pai esta nova perfeição. Somente isto pode dar ao Pai, e é somente isto que ele quer e pode receber: emoções perfeitas. Porém, quando devolvemos ao Pai estas emoções perfeitas, na verdade, estamos devolvendo mais perfeições à sua perfeição inicial. Reportem-se ao que dissemos do círculo de metal prateado com uma perfuração no meio que seria uma alma perfeita. Ao devolvermos nossas emoções perfeitas a Deus, ele também as devolverá a todas as almas , pois toda alma é parte perfeita de Deus. Isto é evoluir, crescer, fazer parte do todo, compartilhar com a luz, ser um Deus em constante evolução, viver em comunhão com vários outros Deuses , Deuses que somos nós mesmos. Sentir, meus queridos, sentir! Sintam a todo o momento. O sentimento é a linha direta com o Pai e com nós mesmos.