Posição da Organização Mundial de Saúde - OMS- SOBRE OS FLORAIS

Desde o ano de 1976, quando a medicina popular foi incorporada nos programas da OMS, o hiato entre os sistemas moderno e tradicional parece ter se estreitado em alguma extensão. O Dr. H. A W. Forbes, consultor da Organização Mundial De Saúde (OMS) para assuntos relacionados à medicina tradicional, declarou em seu parecer sobre a terapia floral: “Os remédios florais parecem trabalhar segundo o mesmo princípio da homeopatia – eles transmitem um padrão de energia. Eu próprio, em minha prática médica, tenho usado as essências florais de maneira crescente durante os últimos 17 anos...”. (Bannerman et al., Traditional Medicine and Health Care Coverage, World Health Organization-WHO, 1983). Um genuíno interesse em muitas práticas tradicionais agora existe entre os profissionais da medicina moderna e um número crescente de praticantes dos sistemas indígenas, tradicionais ou alternativos estão começando a aceitar e usar algumas das tecnologias modernas. 
Além disto, alguns administradores da saúde nos países em desenvolvimento têm recomendado a inclusão de terapeutas tradicionais (alternativos) no cuidado primário da saúde com base no fato de que tais profissionais estão inseridos nos fundamentos socioculturais do povo e que os mesmos são via-de-regra altamente respeitados e detentores de conhecimentos e experiência prática em seus trabalhos.

Considerações econômicas, as distâncias a serem percorridas em alguns países, a força das crenças tradicionais, a indisponibilidade de profissionais de saúde, particularmente no interior e zonas rurais, fatores estes que em conjunto influenciaram esta recomendação. Um treinamento adequado e programas de orientação para práticos de saúde foram desenvolvidos em vários países.

Os estados membros da OMS estão atualmente engajados na preparação e implementação de estratégias que atinjam todos os povos as quais permitam que eles levem uma vida social e economicamente produtiva. Para atingir esse objetivo, a OMS aconselha aos administradores de saúde dos países em desenvolvimento a considerarem e incluírem em seus programas e práticas de atendimento em saúde pública os vários tipos de profissionais populares de medicina. Esta recomendação foi endossada pela International Conference on Primary Health Care ocorrida em Alma-Ata em 1978.

A Declaração de Alma-Ata que descreve os cuidados primários com a saúde refere-se explicitamente à necessidade de uma variedade de profissionais de saúde, incluindo práticos tradicionais de medicina complementar, os quais deveriam ser social e tecnicamente treinados para trabalhar em equipes de saúde pública e responder às necessidades expressas da comunidade.
Dentre as várias modalidades consideradas pelos grupos de estudos, particularmente com relação à terapia floral, a OMS assim se posicionou: “Cada remédio trata uma determinada pessoa e uma condição particular. O uso de todos estes remédios (essências florais) está amplamente distribuído pelo mundo em uma pequena escala. Eles são excelentes para o autocuidado, sendo totalmente sem efeitos colaterais e não oferecem perigo caso um remédio errado seja prescrito”

 

Fonte: H.A.W.Forbes, Selected Individual Therapies; em Bannerman et al., Traditional Medicine and Health Care Coverage, World Health Organization – WHO, 1983.